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Em agosto, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve queda de 0,36%, mantendo a desaceleração pelo segundo mês seguido. No ano, o índice acumula alta de 4,39%, e nos últimos 12 meses, de 8,73%. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (09).

Assim como em julho, o grupo Transportes foi o que teve o maior impacto sobre a média geral (-3,37%), influenciada pela nova redução dos preços dos combustíveis (-10,82%). O item Alimentação e bebidas também registrou retração dos valores na comparação com julho (de 1,30% para 0,24%), mas artigos como frango em pedaços (+2,87%), queijo (+2,58%) e frutas (+1,35%) foram os que mais inflacionaram em agosto.

Em contrapartida, Vestuário (+1,69%) e Saúde e cuidados pessoais (+1,31%) foram as principais altas no período.

INPC

Seguindo a tendência de deflação do IPCA, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) também retraiu em agosto, ficando em -0,31%. No ano, acumula alta de 4,65%, e nos últimos 12 meses, de 8,83%.

Para saber mais sobre os indicadores oficiais de inflação de agosto, clique aqui.

Informamos que, em razão do feriado da Independência (07/09), não haverá expediente ASSINGRAFS-SINGRAFS nesta quarta-feira.

O atendimento será retomado na quinta (08/09), das 8h às 17h30. 

Nesta segunda-feira (05), foi publicada, no DOU (Diário Oficial da União), a Lei nº 14.442, que trata sobre o pagamento de auxílio-alimentação ao empregado. O texto, que altera dispositivos da CLT e da Lei nº 6.321, foi sancionada com vetos da presidência.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, os itens vetados foram os que possibilitavam ao trabalhador sacar, em dinheiro, o saldo restante do auxílio-alimentação e o que permitia repasse de valor residual da contribuição sindical obrigatória para centrais sindicais. Esta contribuição foi extinta em 2017, com a Reforma Trabalhista.

Estima-se que o saldo da contribuição seja superior a R$ 600 milhões. Segundo a Folha, o montante teria sido repassado ao Ministério do Trabalho e já deveria ter sido entregue às entidades sindicais.

LEI Nº 14.442, DE 2 DE SETEMBRO DE 2022

A nova legislação especifica que o valor pago de auxílio-alimentação deverá ser utilizado para pagamento de refeições em restaurantes e estabelecimentos similares ou para aquisição de gêneros alimentícios. O texto garante portabilidade gratuita do serviço via solicitação expressa do trabalhador.

Além das disposições sobre o benefício, a lei inclui na CLT os artigos que tratam sobre o teletrabalho ou trabalho remoto (Art. 62, Art. 75-B, Art. 75-C, Art. 75-F), e deixa claro que estes dois regimes não se confundem nem se equiparam “à ocupação de operador de telemarketing ou de teleatendimento”.

Saiba mais:
- Medida Provisória altera dispositivos da CLT sobre auxílio-alimentação e teletrabalho

Em julho, a produção industrial brasileira teve crescimento de 0,6%, mas permanece 0,8% abaixo do registrado em fevereiro de 2020, período anterior à pandemia, e 17,3% inferior ao patamar recorde de maio de 2011. De acordo com a PIM (Pesquisa Industrial Mensal), divulgada nesta sexta (02) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a indústria acumula queda de 2% no ano e, nos últimos 12 meses, de 3%.

Na comparação anual, houve recuo de 0,5%, sendo que 16 das 26 atividades analisadas tiveram resultados negativos. O maior impacto foi o do grupo outros produtos químicos (-9,9%). Entre os segmentos com destaques positivos frente a julho de 2021, está celulose, papel e produtos de papel, com alta de 10,3%.

Entre as justificativas para as perdas acumuladas pelo setor industrial, estão a alta dos juros e da inflação, que provoca baixa demanda doméstica, aumento dos custos de crédito, redução da renda familiar e a piora das condições de empregos gerados. Para saber mais, clique aqui.

No trimestre encerrado em julho, o número de trabalhadores atuando no setor privado sem carteira assinada (colaboradores que não têm vínculo empregatício) aumentou 4,8%, representando 13,1 milhões de pessoas. Este é o maior contingente já registrado desde 2012, quando iniciou a série histórica da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. A taxa de informalidade chegou a 39,8% no período, uma leve redução frente aos três meses anteriores (40%), totalizando 39,3 milhões de pessoas.

A Pesquisa é realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e teve seus resultados divulgados nesta quarta (31). Outro dado importante foi em relação à quantidade de trabalhadores por conta própria, que subiu 1,3%, chegando a 25,9 milhões de brasileiros.

O rendimento médio habitual dos trabalhadores também subiu na comparação trimestral, atingindo alta de 2,9% (R$ 2.693). Porém, na comparação anual, o valor segue em queda real (-2,9%), o que indica perda do poder de consumo. De acordo com a PNAD, a última vez que se registrou aumento significativo da renda real foi há dois anos.

DESEMPREGO EM QUEDA

Mesmo com os indicadores de empregados sem carteira assinada no setor privado e informalidade subindo, a taxa de desocupação continua em queda.

No trimestre encerrado em julho deste ano, o índice de desemprego chegou a 9,1%, menor patamar desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015, representando 9,9 milhões de pessoas. O contingente de população ocupada foi de 98,7 milhões de brasileiros, outro recorde na série histórica iniciada em 2012.

Fontes: Agência Brasil, IBGE, UOL.

O setor industrial do Grande ABC voltou a liderar a criação de empregos formais. De acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em julho, a indústria foi responsável por 36,86% dos novos postos de trabalho. Em seguida, vieram Construção (32,41%), Serviços (16,57%) e Comércio (14,08%).

O saldo de vagas com carteira assinada na região (diferença entre demissões e admissões) foi de 4.791 no período. Frente a junho, que registrou 3.188 postos de trabalho formais, a alta foi de 50,28%. Na comparação anual (resultados de julho de 2022 x julho de 2021), houve aumento de 154,84%.

Entre as cidades, São Bernardo do Campo gerou 1.444 postos; São Caetano do Sul totalizou 1.321; Santo André 1.217; Mauá criou 388 vagas; Diadema 227; Ribeirão Pires 189; e Rio Grande da Serra ficou na última posição do ranking, com 5 novos postos de trabalho gerados mês passado.

Fonte: Diário do Grande ABC.

As previsões do mercado financeiro para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano seguem uma tendência de queda. Há nove semanas consecutivas, o indicador da inflação vem caindo, e nesta, passou de 6,82% para 6,70%. É o que mostrou o Relatório Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (29).

O IPCA é medido, oficialmente, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nos últimos três meses, apresentou deflação. A taxa de julho, por exemplo, teve variação negativa (-0,68%), a menor já registrada desde janeiro de 1980, quando iniciou a série histórica. O resultado do foi impactado pelas reduções nos preços dos combustíveis (-14,15%).

Outro indicador que mereceu atenção do mercado financeiro foi o PIB (Produto Interno Bruto) de 2022, que representa a soma de todos os produtos e serviços produzidos no país e que indica a atividade econômica. Por nove semanas consecutivas, ele tem tido aumento, com a projeção passando de 2,02% para 2,10%.

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Em julho, o IPP (Índice de Preços ao Produtor) teve alta de 1,21%, acumulando aumento de 11,46% no ano (a segunda maior taxa registrada para o mês desde 2014, quando iniciou a série histórica) e de 18,04% nos últimos 12 meses. Os dados relativos à inflação da indústria foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Das 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação analisadas, 17 apresentaram aumento dos preços praticados em julho. O setor de papel e celulose esteve entre as maiores influências para a média geral (0,09%), com variação mensal de 3,12%.

No acumulado do ano, a indústria de papel e celulose atingiu 14,16%, o terceiro maior percentual em toda a indústria geral. Nos últimos 12 meses, acumulou alta de 19,07%.

De acordo com o IBGE, os produtos que mais influenciaram o indicador foram pasta química madeira, papel-cartão, papel kraft para embalagem não revestido e papel escrita, impressão, outros fins gráficos não revestido. Somados, os itens corresponderam a 3,09% do resultado do mês.

A indústria de impressão acumulou alta de 13,82% no ano. O IPP mede os preços de produtos na “porta da fábrica”, sem considerar impostos e frete. Para saber mais sobre os dados de julho, clique aqui.

Uma análise feita pela Levante Ideias de Investimento mostrou os principais desafios enfrentados pelo segmento global de celulose e papel, que prejudicam a comercialização e mantêm os preços em alta. São eles problemas na cadeia logística, impactada pela falta de contêineres durante a pandemia, e que ainda não se normalizou, greves de trabalhadores de transporte de cargas, elevado preço das commodities, crise energética e ondas de calor na Europa, que afetam a navegabilidade dos rios e captação de água.

A guerra entre Rússia e Ucrânia também é citada ao interferir na disponibilidade de madeira russa utilizada pelas produtoras escandinavas de celulose. Além disso, a situação energética na China, um dos maiores consumidores de produtos de papel e celulose, tem levado o governo local a racionar energia.

Ao verificar este cenário internacional e uma possível redução da demanda, a previsão é de que os valores para negociar celulose não voltem ao patamar de 2020, um dos mais baixos já praticados. E as companhias brasileiras são destaque positivo por estarem bem posicionadas ao não dependerem tanto da exportação, por contarem com uma cadeia logística mais avançada e com menor custo caixa de produção, e por terem uma gama diversificada de produtos.

Para saber mais sobre a análise, clique aqui.

Em agosto, a prévia da inflação oficial do País ficou em -0,73%. Este índice é o menor já registrado para o mês pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) desde 1991, quando iniciou a série histórica. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em julho, a taxa foi de 0,13%, e em junho, de 0,69%. Com o indicador de agosto, a tendência de deflação, ou seja, de queda dos preços de produtos e serviços, se mantém por três meses consecutivos.

No acumulado do ano, o IPCA-15 chegou a 5,02%, e no dos últimos 12 meses, de 9,60%. O grupo de Transportes (-5,24%) foi o responsável pela retração na média geral de agosto, impactado pela redução do preço dos combustíveis (-15,33%). Somente a gasolina registrou diminuição de 16,8% no período, seguida de etanol (-10,78%), gás veicular (-5,40%) e óleo diesel (-0,56%).

Em contrapartida, o item Alimentos e bebidas manteve variação positiva indicadores inflacionários (1,12%), influenciado pelo aumento dos preços do leite longa vida (+14,21%). No ano, este produto a acumula alta de 79,79%. Para saber mais, clique aqui.