(11) 4438-8922

Em julho, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em -0,68%, a menor taxa já registrada desde janeiro de 1980, início da série histórica. No ano, o índice acumula alta de 4,77%, e nos últimos 12 meses, de 10,07%. Os dados foram divulgados nesta terça (09) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Dos nove grupos de produtos e serviços analisados no período, sete apresentaram alta dos preços. No entanto, o resultado de julho foi influenciado principalmente por Transportes, que teve a queda mais acentuada no mês (-4,51%), por causa da redução do valor dos combustíveis (-14,15%), e contribuiu com o maior impacto negativo (-1,00%).

Regionalmente, o IPCA de São Paulo (que tem peso regional de 32,28%) passou de 0,61%, em junho, para -0,07%. No acumulado do ano, ficou em 5,19%, acima da média nacional; e nos últimos 12 meses, acumula alta de 10,50% - também superior aos 10,07% do índice geral.

INPC

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de julho também seguiu a tendência de retração do IPCA, atingindo -0,60%. Esta é a menor variação desde abril de 1979, quando iniciou a série histórica. No acumulado do ano, teve alta de 4,98%, e nos últimos 12 meses, de 10,12%, inferior aos 11,92% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho do ano passado, a taxa era de 1,02%.

Com exceção de São Paulo (0,38%), todas as regiões analisadas no período tiveram queda em seus índices. A alta inflacionária paulista se deve aos aumentos dos preços de energia elétrica (7,52%) e leite longa vida (21,95%).

No ano, o INPC regional de São Paulo chegou a 5,95%, e nos últimos 12 meses, ficou em 11,27%. Todas as variações ficaram acima da média nacional.

O indicador é utilizado para medir a inflação oficial do País e para reajustes salariais, como o salário mínimo. Para saber mais sobre os resultados divulgados pelo IBGE, clique aqui.

A Pesquisa Economia e Consumo, encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) ao Instituto FSB Pesquisa, mostrou que um em cada quatro brasileiros não consegue pagar todas as contas no fim do mês. Com o orçamento apertado e a alta dos preços, 60% dos entrevistados reduziram os gastos com lazer e 58% deixaram de comprar roupas ou sapatos.

Sobre gastos com bens e serviços domésticos, 41% das pessoas entrevistadas responderam que as despesas com gás de cozinha aumentaram muito; 32% optaram por cancelar a TV por assinatura, e 29% desistiram de manter o plano de saúde.

Com o aumento dos custos, 68% da população analisada na pesquisa respondeu que passou a pechinchar antes de comprar, e 51% utilizou o cartão de crédito nos pagamentos.

O levantamento abordou 2.008 indivíduos de forma presencial, em todas as unidades da federação, entre os dias 23 e 26 de julho deste ano. Para saber mais, clique aqui.

Na última quarta-feira (03), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu, por unanimidade, aumentar a taxa básica de juros. A Selic foi elevada de 13,25% para 13,75% ao ano.

Foram elencados os cenários inflacionários nacional e internacional, acentuada desaceleração da atividade econômica, entre outros, como justificativas para o reajuste de 0,50% na taxa. Em comunicado, o Comitê destacou que “a incerteza da atual conjuntura, tanto doméstica quanto global, aliada ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos acumulados ainda por serem observados, demanda cautela adicional em sua atuação”.

Entidades do setor produtivo, como a CNI (Confederação Nacional da Indústria), e representantes sindicais criticaram a alta da Selic, afirmando que a medida atrasa a recuperação econômica e eleva custos, o que traz impactos negativos para a produção nacional, o consumo e a geração de empregos. 

Fontes: BC, Folha de S.PauloVeja.

A partir de 1º de janeiro de 2023, os MEIs (Microempreendedores Individuais) prestadores de serviços poderão emitir a NFS-e (Nota Fiscal de Serviços Eletrônica) no Portal do Simples Nacional. Atualmente, o microempreendedor é obrigado a fazer a emissão do documento quando o serviço é prestado a empresas.

A Nota Fiscal de Serviços Eletrônica para MEis terá validade em todo o país e dispensará a Declaração Eletrônica de Serviços, bem como documento fiscal municipal relativo ao ISS (Imposto Sobre Serviços) e certificação digital para autenticação de assinatura do documento emitido.

A NFS-e não deve ser utilizada para atividades de comercialização de mercadorias e de serviços com incidência de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A emissão desta nota fiscal continua facultativa para pessoas físicas.

Leia, abaixo, o comunicado oficial sobre o assunto:

O Comitê Gesto do Simples Nacional (CGSN) aprovou a Resolução CGSN nº 169, de 27 de julho de 2022, que trata da emissão de nota fiscal de serviço eletrônica (NFS-e) por microempreendedores individuais (MEI).

A partir de janeiro de 2023, o MEI que emitir NFS-e para serviços não submetidos à incidência do ICMS deverá utilizar uma das seguintes formas disponíveis no sistema nacional:

I- emissor de NFS-e web;
II- aplicativo para dispositivos móveis; e
III- serviço de comunicação do tipo Interface de Programação de Aplicativos (API)

Em breve, os contribuintes enquadrados como MEI terão à sua disposição um aplicativo para emissão de NFS-e em dispositivos móveis. A emissão será facultativa até janeiro de 2023, de maneira simplificada, com apenas 3 passos de preenchimento: CPF ou CNPJ do tomador, serviço e valor.

Após a emissão da nota pelo prestador, um serviço de push (notificação na tela do dispositivo) envia a nota diretamente ao dispositivo móvel do tomador, que pode visualizar todas as NFS-e recebidas.

Ressalta-se que a NFS-e não deve ser utilizada para as atividades de comercialização de mercadorias e de serviços com incidência de ICMS. A emissão de NFS-e para pessoas físicas continua facultativa.

Fonte: Agência Brasil.

Em junho, a produção industrial brasileira recuou 0,4%, na série com ajuste sazonal, e teve variação nula (0,0%) na média móvel trimestral. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 0,5%. No ano e nos últimos 12 meses, o setor acumulou índices negativos (-2,2% e -2,8%, respectivamente), conforme mostrou a PIM (Pesquisa Industrial Mensal), divulgada nesta terça-feira (02) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Das quatro grandes categorias econômicas analisadas, bens intermediários esteve entre as três com resultados negativos (-0,8%). A PIM de junho mostrou que, na comparação com 2021, houve queda de 1,8%. No entanto, o setor produtivo de celulose, papel e produtos de papel, que integra este grupo, teve alta de 7,5% na comparação anual.

A indústria de embalagens voltou a registrar perdas, e variou -0,6% no mês, após alta de 0,2% em maio. O índice alcançado naquele mês havia interrompido onze quedas consecutivas do segmento. 

Para saber mais sobre a PIM de junho de 2022, clique aqui.

Em 2021, o Brasil registrou 571,8 mil acidentes de trabalho e 2.487 mortes associadas ao trabalho, aumento de 30% em relação ao ano anterior. Os dados foram divulgados pelo Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho.

No ano passado, 16% dos acidentes laborais – a maioria – tiveram como causa principal operação de máquinas e equipamentos, que geraram lesões e amputações.

Especialistas em Direito do Trabalho ouvidos pelo Diário do Grande ABC afirmaram que os números de casos comunicados cresceram após a pandemia, com a precarização das relações trabalhistas. O adoecimento do trabalhador tem natureza física e psicológica.

Jornadas de trabalho extenuantes, falta de treinamento sobre uso adequado de EPIs, utilização de equipamentos inadequados e a contaminação/contágio pelo vírus da COVID-19 estão entre os principais causadores de afastamentos e registros de acidentes associados ao trabalho.

Fonte: Diário do Grande ABC.

Em junho, os preços praticados no setor industrial desaceleraram em relação a maio (1,81%), atingindo 1%. No acumulado do ano, o IPP (Índice de Preços ao Produtor) ficou em 10,12%, a segunda maior taxa para o mês já registrada pela série histórica, iniciada em 2014. Nos últimos 12 meses, a inflação da indústria acumula alta de 18,78%.

Os dados foram divulgados na quinta (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Das 24 atividades analisadas, tanto das indústrias extrativas (-2,89%) como da transformação (1,24%), 15 tiveram aumentos dos preços no período. O principal destaque foi refino de petróleo e bicombustíveis (4,05%), influenciado pelos produtos derivados do petróleo (querosene de aviação, gasolina e óleo diesel).

O segmento de impressão esteve entre as quatro maiores variações do período, com aumento de 3,97%. No acumulado do ano, chegou a 12,86%. 

A inflação da indústria de papel e celulose acumulou alta de 11,50% no ano, figurando, também, entre as quatro maiores variações positivas do mês. 

Outro setor com elevação dos custos foi o de alimentos, impactado pelo grupo laticínios, que teve variação de 14,91% em junho – maior resultado em toda a série para este indicador.

O IPP mede os preços de produtos na “porta de fábrica”, sem considerar impostos e frete. Para saber mais, clique aqui.

Dos 25 setores da Indústria da Transformação brasileira analisados pela Sondagem Industrial da CNI (Confederação Nacional da Indústria), 22 afirmaram que a falta ou alto custo de matérias-primas é o principal problema enfrentado atualmente. O levantamento foi divulgado na última quarta-feira (27).

Há oito trimestres seguidos, a escassez de insumos afeta a produção da maioria dos segmentos industriais. Entre abril e junho deste ano, o setor de Impressão e Reprodução alegou que esta dificuldade foi o principal problema enfrentado no período (71,7%).

Na indústria de Celulose e Papel, problema de falta ou alto custo de matéria-prima foi elencado por 55,6% durante o segundo trimestre de 2022.

Entre as explicações para o fator, estão a pandemia, a guerra entre Rússia e Ucrânia e os lockdowns decretados na China, que atrasaram a normalização das cadeias de insumos globais e ajudaram a aumentar os preços e a inflação ao redor do mundo.

Outro ponto explicado pela CNI, a partir dos resultados da Sondagem, é de que metade da produção industrial é consumida como insumo pela própria indústria. Logo, a ausência ou elevação do custo dos produtos se dissemina por toda a cadeia produtiva (alta de preços, queda/redução/paralisação da produção), até chegar ao consumidor final.

Para saber mais sobre os dados do levantamento, clique aqui.

A prévia da inflação de julho desacelerou e atingiu 0,13%. Em junho, o indicador foi de 0,69%. Esta é a menor variação mensal do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) desde junho de 2020, quando chegou a 0,02%. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça (26).

No acumulado do ano, o índice teve alta de 5,79%, e nos últimos 12 meses, chegou a 11,39%, abaixo dos 12,04% registrados anteriormente. Dos nove grupos de produtos e serviços analisados, seis tiveram variações positivas, sendo o preço do leite longa vida o que teve o maior impacto individual na média geral (22,27%).

Os grupos Transportes e Habitação se destacaram no período pelas quedas nos indicadores (-1,08% e -0,78%, respectivamente), em razão da redução das alíquotas de ICMS (Imposto sobre à Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações no final de junho.

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A nova fase de contratação de crédito via Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) começa nesta segunda-feira (25). Desta vez, MEIs (Microempreendedores Individuais) também poderão solicitar financiamento pelo Programa.

O pedido de empréstimo é feito online, pelo Portal e-CAC da Receita Federal. Cada empresa deverá autorizar o compartilhamento de dados de faturamento com a instituição financeira onde o Pronampe será contratado.

A data de contratação do crédito junto aos bancos liberados pelo Ministério da Economia vai até 31 de dezembro de 2024.

QUEM PODE SOLICITAR EMPRÉSTIMO VIA PRONAMPE

  • MEIs;
  • Microempresas com faturamento anual de até R$ 360 mil;
  • Empresas de Pequeno e Médio Porte com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões (acesso a 70% do total de recursos);
  • Médias empresas com faturamento de até R$ 300 milhões;

CONDIÇÕES PARA CONTRATAÇÃO

  • Prazo de até 48 meses para pagamento, mais 11 meses de carência e 37 meses para quitação do financiamento;
  • Taxa de juros anual máxima de 19,25% (Selic a 13,25% a.a. acrescida de 6%);
  • Disponibilidade de empréstimo de até 30% da receita bruta anual da empresa;
  • Empreendimentos com menos de um ano de funcionamento tem limite de até 50% do capital social para empréstimo ou de até 30% de 12 vezes a média da receita bruta mensal apurada desde que iniciou as atividades;
  • Exigência de compartilhamento de dados da Receita Federal com as instituições financeiras;
  • Ter certificado digital ou identidade digital prata ou ouro da plataforma gov.br;

MUDANÇAS

  • Dispensa da exigência de certidões de regularidade fiscal, FGTS e Rais;
  • Empresas contempladas com financiamentos via Pronampe poderão demitir funcionários. 

Fontes: Folha de S.Paulo, G1.